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domingo, 7 de novembro de 2010

Conheça um pouco sobre vigas

Uma viga simplesmente apoiada na qual é aplicada uma carga uniformemente distribuída ao longo de seu vão.
Uma viga é um elemento estrutural das edificações. A viga é geralmente usada no sistema laje-viga-pilar para transferir os esforços verticais recebidos da laje para o pilar ou para transmitir uma carga concentrada, caso sirva de apoio a um pilar. Pode ser composta de madeira, ferro ou concreto(português brasileiro) ou betão (português europeu) armado. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos (paredes, portas, etc.) às colunas.
A parte da engenharia civil que se dedica ao estudo das tensões recebidas pela estrutura e ao seu dimensionamento é a engenharia estrutural.

=> Tipos Básicos

As edificações basicamente apresentam três tipos de vigas, que diferem na forma como são ligados aos seus apoios. Portanto, classificam-se em:
  • Viga em balanço ou em console: é uma viga de edificação com um só apoio. Toda a carga recebida é transmite a um único ponto de fixação.
  • Viga biapoiada ou simplesmente apoiada: diz-se das vigas com dois apoios, que podem ser simples e/ou engastados, gerando-se vigas do tipo simplesmente apoiadas, vigas com apoio simples e engaste, vigas biengastadas.
  • Viga contínua: diz-se da viga com múltiplos apoios.
As viga feitas em concreto armado, são dimensionadas de forma que apenas a sua ferragem longitudinal resista aos esforços de tração, não sendo levado em conta a resistência a tração do concreto, por esta ser muito baixa. As vigas de concreto armado recebem ferragens secundárias distribuídas transversalmente ao logo da sua seção, denominadas estribos. Possuem a finalidade de levar até os apoios as forças cisalhantes.
Ao dimensionar vigas de concreto que são fundidas com a laje, a compressão pode levar em conta parte da laje junto à viga, ajudando a reduzir a quantidade de ferragem para resistir aos esforços compressivos.
Em viadutos e pontes as vigas são comumentemente do tipo biapoiadas. Seus apoios são chamados livres. Assim a estrutura pode oscilar em seus apoios, evitando o aparecimendo de trincas e permitindo a estrutura oscilar com o deslocamento das cargas móveis recebidas, sem afetar a sua estabilidade.

=> Perfis

Vigas são estruturas amplamente utilizadas na engenharia. Elementos obrigatórios no dimensionamento de estruturas simples ou complexas, as vigas possuem diferentes formas de seção, denominadas perfis. Os perfis mais utilizados são o perfil em "I" e o perfil em "T", existindo ainda o perfil em "U" e em "L". Para sabermos o peso que pode ser aplicado em uma determinada viga, devemos fazer o cálculo das Tensões de Cisalhamento (Esforços cortantes). Para sabermos o momento que pode ser aplicado na viga, deveremos calcular o Momento Fletor. No perfil, o elemento vertical chama-se alma e o elemento horizontal (um no perfil em "T", dois no perfil em "I") denomina-se banzo.

Conheça um pouco sobre Vigas

Uma viga é um elemento estrutural das edificações. A viga é geralmente usada no sistema laje-viga-pilar para transferir os esforços verticais recebidos da laje para o pilar ou para transmitir uma carga concentrada, caso sirva de apoio a um pilar. Pode ser composta de madeira, ferro ou concreto(português brasileiro) ou betão (português europeu) armado. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos (paredes, portas, etc.) às colunas.

A parte da engenharia civil que se dedica ao estudo das tensões recebidas pela estrutura e ao seu dimensionamento é a engenharia estrutural.

=> Tipos Básicos

As edificações basicamente apresentam três tipos de vigas, que diferem na forma como são ligados aos seus apoios. Portanto, classificam-se em:

Viga em balanço ou em console: é uma viga de edificação com um só apoio. Toda a carga recebida é transmite a um único ponto de fixação.

Viga biapoiada ou simplesmente apoiada: diz-se das vigas com dois apoios, que podem ser simples e/ou engastados, gerando-se vigas do tipo simplesmente apoiadas, vigas com apoio simples e engaste, vigas biengastadas.

Viga contínua: diz-se da viga com múltiplos apoios.

As viga feitas em concreto armado, são dimensionadas de forma que apenas a sua ferragem longitudinal resista aos esforços de tração, não sendo levado em conta a resistência a tração do concreto, por esta ser muito baixa. As vigas de concreto armado recebem ferragens secundárias distribuídas transversalmente ao logo da sua seção, denominadas estribos. Possuem a finalidade de levar até os apoios as forças cisalhantes.

Ao dimensionar vigas de concreto que são fundidas com a laje, a compressão pode levar em conta parte da laje junto à viga, ajudando a reduzir a quantidade de ferragem para resistir aos esforços compressivos.

Em viadutos e pontes as vigas são comumentemente do tipo biapoiadas. Seus apoios são chamados livres. Assim a estrutura pode oscilar em seus apoios, evitando o aparecimendo de trincas e permitindo a estrutura oscilar com o deslocamento das cargas móveis recebidas, sem afetar a sua estabilidade.

=> Perfis

Vigas são estruturas amplamente utilizadas na engenharia. Elementos obrigatórios no dimensionamento de estruturas simples ou complexas, as vigas possuem diferentes formas de seção, denominadas perfis. Os perfis mais utilizados são o perfil em "I" e o perfil em "T", existindo ainda o perfil em "U" e em "L". Para sabermos o peso que pode ser aplicado em uma determinada viga, devemos fazer o cálculo das Tensões de Cisalhamento (Esforços cortantes). Para sabermos o momento que pode ser aplicado na viga, deveremos calcular o Momento Fletor. No perfil, o elemento vertical chama-se alma e o elemento horizontal (um no perfil em "T", dois no perfil em "I") denomina-se banzo.

Técnico de Edificações. O que é?

Entre Edificações e Engenharia civil é a mesma coisa, mas o técnico, como qualquer outro técnico, fica limitado em suas obrigações, como por exemplo: nos cálculos de estruturas, assinar até 80 metros quadrados, etc. O Engenheiro é óbvio que tem maior poder, teve mais cadeiras de cálculos, etc. A diferença são os períodos de puras integrais e derivadas e DELIRADAS a que um engenheiro se submete. Além de ter de passar 5 anos de sua existência ( no mínimo) estudando feito burro de carga. O engenheiro projeta e assina e calcula, o técnico coloca a obra pra andar de acordo com as especificaçoes do engenheiro.

O técnico, faz o projeto, corrige os erros, verifica o andamento das obras , faz as modificações necessárias, monta o memorial de cálculos, coloca tudo na planta e entrega para o engenheiro. O engenheiro assina. Falando serio, os conhecimentos de engenharias tem ferramentas matemáticas que vão além do nível técnico. mas nada que não se possa aprender sozinho quando se tem uma visão pratica dos efeitos em conjunto com uma facilidade de entender os cálculos.

O Técnico em Edificações é o profissional que acompanha o engenheiro civil em todas as fases da construção. Cabe a ele a preparação para a execução dos serviços relacionados à edificação de novas obras. Realiza funções de apoio às áreas de urbanismo e arquitetura, atuando como assistente nas atividades de demarcação e mapeamento de terras, instalações elétricas e hidráulicas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Grandes possibilidades de crescimento da Construção Civil no Brasil

Setor da construção civil no Brasil já passou por várias e distintas fases, desde o atrelamento à obras públicas, passando pela abertura ao mercado internacional e chegando hoje onde, penso, é o lugar do setor: Desenvolvimento de projetos de moradia em parceria com entidades finaciadoras e com o apoio de governos. Ainda é tímida a iniciativa realmente popular e o empreendedor que conseguir desenvolver com inteligência e criatividade neste setor, literalmente vai arrebentar.As projeções para a Construção civil são as melhores possíveis, possibilidades estas reconhecidas até mesmo pela Moody´s Investors services, uma das mais importantes agências de análise econômica do mundo, veja o que eles prevêm para o setor à partir de 2008.O setor de construção civil no Brasil terá um sólido crescimento no próximos anos, com o ambiente favorecendo chances de realização de fusões e aquisições na indústria, afirma um relatório da Moody's Investors Service, divulgado nesta quarta-feira.Esse crescimento depende, contudo, de uma expansão econômica contínua, taxas de juros estáveis e oferecimento de financiamento imobiliário cada vez mais amplo aos interessados em adquirir um imóvel, informou a agência de classificação de risco."O governo trabalha para tornar as leis do setor menos rígidas em várias frentes e melhorar o ambiente macroeconômico. Um grande déficit de moradias levou a uma grande disponibilidade de financiamento imobiliário para os compradores de imóveis", afirmou o analista do setor de construção civil da Moody's, Soummo Mukherjee."Estamos também vendo cada vez mais bancos e construtoras trabalhando juntos para melhorar o leque de financiamentos imobiliários", acrescentou o analista.A Moody's observa que este setor no Brasil ainda é muito fragmentado, sem nenhuma empresa detendo mais de 8% do mercado, e que isso abre possibilidades para movimentações no segmento."Dado o alto grau de financiamento necessário às construtoras, a dificuldade de se levantar capital e as vantagens de se ter um negócio de larga escala, esperamos ver uma série de fusões e aquisições no setor nos próximos anos", afirma o analista no relatório.

Fonte: Reuters / 05/03/2008.

Estão aí os desafios para o setor, criatividade para desenvolver projetos de moradia para as classes B e C, parcerias e desenvolvimento de novas modalidades de investimento consorciado para viabilização destes projetos, estruturação e certificação no sentido da qualidade e eficiência. Estes são, a meu ver, os maiores desafios para os empresários do setor à partir de já.

Por Múcio Morais - Consultor e Conferencista

domingo, 9 de maio de 2010

O Subsetor de Edificações do ramo da Construção Civil no Brasil

Estudo apresenta principais problemas enfrentados na construção e possíveis soluções

Na última década, o setor da Construção Civil vem passando por uma grande transformação, saindo de um longo marasmo, com poucos investimentos, para um período com grandes obras em andamento e fortes investimentos imobiliários.

Nos últimos anos, esta mudança foi intensificada, graças à retomada de investimentos públicos, criação de diversas leis que facilitam a retomada de imóveis em caso de inadimplência, captação de recursos em bolsas e esforços do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - PBQP H, que disseminou os conceitos de gestão de qualidade.

Isto se refletiu na adoção de novos modelos de organização e inovações tecnológicas em diversas empresas, criando um núcleo de empresas dinâmico e moderno dentro do setor, comparável a empresas europeias e norte-americanas do mesmo segmento. A presença de algumas empresas brasileiras no exterior é a prova mais evidente da capacidade técnica e financeira destes grupos empresariais modernos.

Entretanto, a maioria das empresas enfrenta dificuldades para atender a estas novas demandas e o quadro geral de desempenho, expresso pelas médias estatísticas é bastante aquém do desejável para responder adequadamente aos anseios da sociedade brasileira.

O artigo “O subsetor de edificações da construção civil no Brasil: uma análise comparativa em relação à União Europeia e aos Estados Unidos” tem como objetivo principal comparar o desempenho da construção europeia e da norte-americana, em relação à situação brasileira, de modo a identificar possíveis ações que contribuam para diminuir as diferenças de desempenho.

Descreve-se, de modo resumido, como a Construção Civil brasileira se insere no contexto econômico do país e são discutidos quais os principais problemas enfrentados e os desafios futuros. Ao mesmo tempo, pretende iniciar a discussão acerca das possíveis soluções para estes problemas.

-> O subsetor de edificações da construção civil no Brasil: uma análise comparativa em relação à União Europeia e aos Estados Unidos (arquivo PDF)

Fonte: Universidade Federal Fluminense

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Importância Social da Construção Civil


A importância social da construção se deve, em parte, a grande absorção da mão de obra do setor e o poder de reprodução de empregos diretos e indiretos. A reprodução do trabalho na construção civil não é realizada por meio de uma seleção e treinamento formal, e com isto, as empresas acabam submetendo suas regras de comunicação e estrutura organizacional aos hábitos provenientes da cultura de seus operários - cultura essa, ainda ligada à sua origem social, o campo, de onde vieram os primeiros migrantes - e pactuam com a hierarquia de poder estabelecido no interior da estrutura de ofícios, centralizada pelo mestre-de-obras.

Vargas(1984) ratifica esta afirmação: "apesar dos trabalhadores serem formados no local de trabalho, nos canteiros de obra, a empresa interfere muito pouco nesta formação, somente dando seu aval a essa estrutura, com a admissão dos trabalhadores que se submetem à disciplina e às condições de trabalho subjacentes."

A construção civil é um setor em que a cultura operária está presente na socialização da força de trabalho e na estrutura de ofício difundida nos diversos canteiros. Dentro dessa estrutura é que as empresas têm procurado estabelecer a sua lógica empresarial.

Deste modo, acaba criando no meio empresarial, onde o conceito de qualificação está muito preso à educação formal, a idéia de que o trabalhador da construção civil é desqualificado. Pelo fato da construção civil ser uma das primeiras atividades urbanas dos migrantes internos, este setor passa a ser, muitas vezes, o portão de entrada no mercado urbano de trabalho.

Segundo Mascaró (1981) a relação entre operários especializados e não especializados é de quase 1/3. E, como a forma predominante de qualificação continua ocorrendo no próprio ambiente de trabalho, o tempo mínimo de aprendizado seria de 5 a 7 anos, com base na média das idades dos operários no ingresso nas diferentes categorias.

Apesar do longo período de aprendizado, nem todos os operários conseguem qualificação para atender a demanda das obras. Dos três operários não qualificados, somente um deles terá possibilidade de aprender o ofício, os outros dois ou permanecem não qualificados ou saem da atividade (Mascaró, 1981).

Farah (1992) descreve parte da evolução deste aprendizado no Brasil: os trabalhadores livres, os quais dirigiam freqüentemente o trabalho pesado realizado pelos escravos, sendo detentores de ofícios ligados à construção organizaram-se em corporações até o início do século XIX. Nestas corporações identifica-se uma sistemática de mobilidade ocupacional, associada à aprendizagem de um ofício. Nas tendas dos mestres, os aprendizes recebiam os ensinamentos da atividade de construção, em troca da prestação de serviços. A formação se dava através da transmissão de conhecimentos empíricos pelos artesãos detentores de ofícios - carpinteiros, pedreiros, ferreiros - no exercício do próprio trabalho. Após um período de aprendizagem e de avaliação, o aprendiz passava a obreiro ou oficial assalariado, ficando nesta posição por um período de dois anos. Era então submetido a um exame, e uma vez aprovado, considerado mestre.

Atualmente, predomina ainda, na formação do trabalhador, o aprendizado estabelecido na relação direta entre oficial e ajudante, - ou seja, a habilidade do trabalhador é adquirido no próprio canteiro de obras - embora tenha havido iniciativas no sentido de formalizar o processo de aquisição do saber requerido pela atividade de construção. A carreira começa pelo posto de servente, passando depois de ajudante a oficial. Contudo, diferentemente das corporações de artesãos da Idade Média, a passagem de ajudante a oficial não é assegurada depois de um tempo de aprendizado. Além do conhecimento da profissão, é necessário possuir as ferramentas essenciais ao seu trabalho.

Para Lima, o processo de formação ocorre através da iniciação e da colaboração direta na execução das tarefas, há nesse sistema uma transmissão por empatia, por impregnação dos conhecimentos produtivos e da bagagem gestual, do trabalhador de ofício para seu ajudante (Lima apud Farah,1988).

Frente ao desafio colocado pela variabilidade, característica da atividade de construção, os operários necessitam, além do aprendizado dos modos operativos, desenvolver a capacidade para o exercício da iniciativa. Na vivência do canteiro, ele também aprende a se submeter a uma estrutura hierárquica rígida. Por outro lado, aprende também a exercer controle sobre o trabalho de outros, função assumida, em níveis crescentes, pelos oficiais, pelos encarregados de ofícios e por último, pelo mestre.

Em virtude da complexidade e da diversidade dos conhecimentos que formam o repertório profissional dos ofícios, o aprendizado é um processo de duração prolongada. O aperfeiçoamento do trabalhador é também um processo extensivo. Por toda sua vida profissional, o trabalhador de ofício desenvolve a sua habilidade; sendo a sua experiência proporcional ao tempo de serviço na profissão (Farah,1988).

Além destas particularidades, em relação ao operário da indústria da construção civil, o setor se diferencia dos demais tanto pelo seu produto, quanto pelo processo produtivo utilizado. No que se refere ao produto, eles são sempre diferentes, cada obra é única, caracterizado como: imóvel; de grande porte e alto valor monetário (Trajano apud Vidal, 1987). Outras características distintivas da construção habitacional em relação às demais indústrias é o nível de precisão e de detalhamento do projeto de engenharia e de arquitetura. O material de base na construção (concreto, cerâmica e madeira) não possui, pela tecnologia disponível, meios de produção que alcancem o grau de precisão dos metais e dos plásticos que suprem as outras indústrias, devido ao porte de seu produto e a uma menor exigência nos seus limites dimensionais (Vargas,1984).

Quanto ao seu processo produtivo, apresenta locais de trabalho variados e temporários (os canteiros possuem arranjos diferentes, peculiares a cada obra) e se apoia numa produção quase sempre com bases artesanais, que tendem a ser parceladas em função das diferentes fases da obra.

domingo, 2 de maio de 2010

A Sustentabilidade na Construção Civil

A construção civil tem vivido recentemente, uma época frutífera, cujos aumentos nos ganhos, valorização de seus profissionais e expansão do mercado são só algumas das causas e conseqüências desta realidade, entretanto como todo setor, deve estar atenta às demandas da sociedade na qual está inserida.

As questões ambientais têm ocupado, gradativamente, cada vez mais espaço nos problemas dos países, desenvolvidos ou não, e a quantidade de resíduos deixados por construções, cerca de cinco vezes maior do que de produtos, tornou-se um dos centros de discussões da sustentabilidade.

Algumas ações, como o uso de tintas sem solvente e materiais menos agressivos de forma geral, qualidade do ar e do espaço interno e redução de desperdícios com água e energia, como com um uso mais consciente dos ares condicionados, a inibição do uso desnecessário e simultâneo dos elevadores e a utilização de energia solar, podem fazer uma grande diferença e vem sendo pouco a pouco implementadas.

Pesquisas recentes indicam aumento de cerca de 5% nos gastos no processo de construção caso sejam feitos investimentos em sustentabilidade, contudo, a economia a médio e longo prazo, que gira em torno de 30% nos gastos com água e energia, compensa os gastos extras.

Em Belo Horizonte, já é possível observar parte dos resíduos de obras sendo destinados para obras populares ou de caráter público, possibilitando a substituição de matérias-primas tradicionais.

Mas como toda novidade, deve-se ficar atento, afinal, como diferenciar construções de fato ambientalmente responsáveis e outras que apenas se proclamam de tal maneira? Para isto, a certificação é indispensável, pois a obtenção do certificado Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), emitido pela organização United States Green Building Council, requer uma pré-certificação, e então, inicia-se processo para concedê-lo ou não, um porém é justamente a pré-certificação, ela uma vez que é conseguida com base no projeto da obra, que pode não ser seguido devidamente, portanto uma construtora pode passar uma imagem para seus clientes que, na verdade, não procede bem como o engano sobre materiais anunciados como saudáveis ao meio ambiente, mas que não o são durante todo o seu processo sua utilização.

Como se pode perceber, uma postura consciente nas mais diversas etapas da construção civil, além de financeiramente viável, não só caracteriza uma empresa como preocupada com a situação do planeta, mas também passam esta imagem para o público, sendo assim, uma legislação mais clara e uma desburocratização são fundamentais para uma construção civil cada vez mais alinhada com as necessidades do nosso mundo, e o Comitê Brasileiro de Construção Saudável (CBCS), já idealizado por muitos, é uma alternativa necessária para que os padrões brasileiros sejam melhores entendidos e aproveitados e sua viabilização já vem sendo discutida.

Artigo escrito para a coluna “Mercado Imobiliário”, sob responsabilidade do Engenheiro e Advogado Francisco Maia Neto, publicada quinzenalmente no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte-MG

FONTE: Precisão Consultoria

Resíduos da Construção Civil

“Estudos demonstram que os resíduos da construção e/ou demolição (RCD) representam cerca de 40 a 61% do total de resíduos sólidos de uma cidade, variando conforme a cidade e a oscilação da economia (SINDUSCON BH, 2005; CARELI, 2008).

Essa grande massa de resíduos degrada a qualidade da vida urbana e sobrecarrega os serviços municipais de limpeza pública, o que demonstra a necessidade de políticas públicas especificamente voltadas para o gerenciamento desses resíduos.

A resolução nº 307 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelece normas para disposição dos RCDs. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba (SMMA), em conjunto com a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), vem implantando a exigência da elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC) para as obras e construção, ampliação, reforma e demolição.

Para conhecer melhor a realidade das obras públicas em Curitiba, foi aplicado um questionário a doze empresas que atuam no ramo de construção civil, junto ao Departamento de Edificações (OPE) da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP). Com as informações prestadas pelas empresas, observou-se que, das 12 empresas pesquisadas, três não tinham conhecimento da legislação (25% do universo pesquisado).

Das nove que tem conhecimento, três não gerenciam os RCD e apenas os encaminham a empresas de caçamba. As demais o fazem de maneira simplificada, destinando os resíduos a empresas de caçambas e aproveitando parte na obra. Das seis empresas que dizem aplicar algum processo de gerenciamento dos resíduos da construção civil, nenhuma tem estimado o custo desse gerenciamento em relação ao custo total da obra.

Embora com realidades diferentes, todas as empresas pesquisadas utilizam-se do mesmo meio de transporte dos RCD gerados: as empresas de caçamba. A SMMA possui uma legislação específica para esse transporte e vem controlando sua atuação.

O consumo de materiais pela construção civil nas cidades é pulverizado. Cerca de 75% provêm de eventos informais, geralmente realizadas pelos próprios usuários dos imóveis. O poder público municipal deve exercer um papel fundamental para disciplinar o fluxo dos resíduos.

De acordo com pesquisa do Ministério das Cidades, a cadeia produtiva da construção civil consome entre 14% e 50% dos recursos naturais extraídos do planeta. Na Europa, a média de reciclagem dos RCD é de 28% e vem crescendo aceleradamente. Nos Países Baixos, em 2000, foram aproveitados 90%.

Algumas cidades brasileiras já estão realizando o gerenciamento dos RCDs de acordo com a Resolução 307 do CONAMA, como São Paulo e Belo horizonte. Em algumas, a reciclagem do entulho tornou-se fonte de matéria-prima para a construção civil e gera emprego e renda, como em São José dobRio Preto e Belo Horizonte (GLOBO NEWS, 20/05/2007).

Com as informações prestadas pelas empresas, tabulando e analisando os resultados, conhecendo a legislação, foram realizadas diversas discussões, internas e externas com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

A conclusão a que se chegou é que as empresas contratadas para a execução das obras devem assumir a responsabilidade pela elaboração do Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Para implantar o Gerenciamento de Resíduos nas obras civis públicas fiscalizadas pela OPE, em conjunto com a SMMA, entendeu-se que os procedimentos serão os seguintes:

>> a empresa contratada deve apresentar o PGRCC quando da emissão da ordem de serviço e o Manifesto de Transporte de Resíduos – MTR, quando das medições;

>> deve ainda apresentar o relatório final sobre como foi implantado o PGRCC. Dessa forma, as empresas que prestam serviços junto ao Departamento poderão se adequar às exigências, e a SMOP e a SMMA poderão atuar junto no cumprimento da legislação e na preservação do meio ambiente, implantando gradualmente o gerenciamento de resíduos nas obras que contratam.

Autores deste artigo:

Maria Eliza Régnier Rodrigues, Luís Bernardo Boza, Soélio Antônio Vendramin e Vitor Fernando Fylyk

(Este artigo é uma síntese do que foi apresentado ao curso de Pós-Graduação em Gestão e Planejamento Ambiental do Instituto de Ciência Educação e Tecnologia, sob a orientação da Profa. Larissa De Bortolli Chiamolera.)

A Construção Civil

O Brasil como todos os países emergentes e com industrialização atrasada, vem sofrendo com a concorrência do mercado internacional. Com a abertura da economia e a fase de globalização, as economias com reservas de mercado vem sofrendo com a instabilidade da economia.

O Brasil possui um congestionamento de leis e regulamentações que impedem o seu desenvolvimento, dificultando o ingresso de capital estrangeiro e segurando o desenvolvimento de vários setores da indústria como a construção civil.

Mas apesar de todos os obstáculos, a globalização obrigou as empresas a agirem com rapidez, no que se refere à produtividade e à qualidade, para assim poderem competir tanto nacionalmente como internacionalmente. Os empresários brasileiros tem feito a sua parte, contribuindo com o desenvolvimento e a distribuição de renda no país.

O governo não tem feito a sua parte no que se refere à infra estrutura, causando diversos problemas sociais, tais como: saúde, educação e transportes. A falta de investimentos causa um enorme déficit habitacional e a baixa qualidade das unidades em construção.

Empresas de Construção Civil

Diante desta realidade dependemos da iniciativa privada para combater este déficit, para que possamos melhorar o nível do trabalhador brasileiro. Temos aí um problema, o custo Brasil, uma burocracia e um modelo tributário arcaicos que impedem nossas empresas de crescerem e gerarem empregos.

Na construção civil, a incidência da elevada carga tributária sobre os salários e os benefícios que compõe o custo da mão de obra, ultrapassam 100%. Outros impostos como: ICMS, IPI e o IR, elevam e muito o custo final de uma obra.

Com todos os problemas existentes, notamos que muitas construtoras brasileiras, competem no mercado internacional em igual condição de qualidade. Empresas como Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez possuem obras de grande porte em diversos países. Várias outras empresas da construção civil têm investido para receberem a certificação de qualidade total (ISO 9000).

A própria história da construção civil brasileira diz que com o fim do dinheiro fácil e o aumento da concorrência, a maioria das construtoras teve que adotar novas estratégias, como a qualidade e a eficiência do produto final no processo produtivo. Em 2007 o setor da construção civil teve uma expansão de 5% devido a oferta de crédito que proporcionou o aumento do consumo das famílias, dando um fôlego para o setor.